Tabula Rasa II
Estou vazio… nesse exato momento estou vazio e nem sangrar mais eu consigo. É tão sei lá isso tudo de parar para pensar e sacar que o pensar é a parte menos parada que há que eu me pergunto se haveria alguma chance de frutificar em algodões docês todas essas escolhas insanas que aqui me fazem estar e, não por menos, aqui me fazem pagar os pecados da fraqueza humana em série acumulados desde Adão e agora esparramados frente a meus pés. Não costumo escrever desta forma, mas quem se importa? A verdade é que houve uma época de minha juventude que eu enxergava a beleza no sofrimento e hoje simplesmente não funciona mais assim… acontece que o sofrimento, seja da espécie que for, parece-me ainda sim um tanto quanto inspirador devido ao seu poder de criação de caos… mas não é nele e sim dele que sai o leite. É isso o que eu penso se eu penso. Tantas coisas acontecendo, tudo mudando, tudo distorcido… eu realmente não gosto de escrever textos em formato « blog pessoal » e é isso o que está saindo aqui…
Para resumir a engronha, lembra que Tabula Rasa é o estado vazio de ideias e conhecimentos na qual que se encontra o ser humano ao nascer? Penso então: se retornei a esta origem, como supracitado, no sentido mais alegórico que a expressão possa ter, então é possível que tenhamos mais um ciclo fechado… encerra-se um ciclo, encerra-se o blog. Encerra-se mais um blog sob a eterna sombra de um certo vazio alucinante.
Marcelo F.








